Velame

03:22:00

Sobe de ti um véu
Que dança involuntariamente.
Como o ballet delicado,
Realiza voltas tênues

Eis que então até o ponto
Em que minha curta visão
Consegue te acompanhar,
Desfaz-se em si mesma.

Não te alcanço...

De teu extremo, luz.
Às vezes estática,
Por outras, viva.
Num piscar se perdem...

Calor insignificante,
Não fostes feita para aquecer-me.
Pretendes ser; ser vista.
Iluminar, inspirar.

Me atravessa...

Descem de ti lágrimas
Que densam o seu corpo.
Não como as minhas
Que me esvaziam aos poucos.

Para te eternizar
Busco outras como ti.
Preencho cada espaço
Do candelabro que há em mim.

Alexandre Barreto

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