Skip to main content

Pedido

Quantas línguas terei que aprender
Para entender você?
Quantos versos terei que escrever
Para tocar sua alma?
Quantas músicas terei que ouvir
Para dançar contigo?
Quantas estrelas terei que procurar
Para encontrar seu sorriso?

Minha voz desvanece
Na tua ausência.
Meu poema desintegra
Por tua falta.
Dobro minhas pernas
No teu silêncio.
Meu olhar adormece
Sem teu brilho.

Escuto o som preto e branco da tua voz
Me perdendo nas linhas invisíveis das tuas frases.
Congelo meu corpo quente em teus movimentos,
Estico meus braços numa frívola tentativa de te alcançar.

Diga meu nome num sorriso.
Repita num sussurro para que seja um segredo
Entre você e seus ouvidos.

Não importa
No que acredite,
No que defenda,
No que proteja.
Nesse instante serei eu e você.

Se ainda assim você não entender, aceite:

Todos esses versos são teus!

Alexandre Barreto

Comments

  1. Prefiro não comentar!
    vou responder...
    Quantas línguas terás que aprender?
    Tantas quantas forem necessárias para recitarmos o mesmo poema...
    Versos, para tocar a alma?
    Já tocastes com tuas mãos e com teu olhar...
    Quantas músicas?
    Ah...as músicas! ouça tantas quantas forem necessárias pra dançarmos uma vida inteira juntos.
    E meu sorriso?
    Não o procure nas estrelas, elas estão longe demais!
    O meu sorriso está emoldurado e bem perto...

    Beth

    ReplyDelete
  2. Prefiro não comentar!
    vou responder...
    Quantas línguas terás que aprender?
    Tantas quantas forem necessárias para recitarmos o mesmo poema...
    Versos, para tocar a alma?
    Já tocastes com tuas mãos e com teu olhar...
    Quantas músicas?
    Ah...as músicas! ouça tantas quantas forem necessárias pra dançarmos uma vida inteira juntos.
    E meu sorriso?
    Não o procure nas estrelas, elas estão longe demais!
    O meu sorriso está emoldurado e bem perto...

    Beth

    ReplyDelete

Post a Comment

Popular posts from this blog

HOJE: Lembrar de Esquecer Você

Hoje eu lembrei de esquecer você mais um pouquinho. O plano está dando certo porque nem precisei apelar pro recadinho que colei na porta da geladeira. Aos poucos consigo te enxergar como uma pessoa normal, comum, exatamente como eu. Não preciso mais olhar lá pra cima, na direção da admiração sublime, para te ver... Faz parte. Não, quer dizer, fez parte. Acho mesmo que meu maior receio era me deixar perdido dentro de você e ir embora. Como me reencontraria? Como seria o recomeço faltando pedaços? Mas isso tudo é lenda que as pessoas inseguras nos contam. O desapego ocorre aos poucos, devagar. A gente vai lembrando menos, falando menos, tocando menos. A gente elege outras prioridades, inventa novas necessidades e vai seguindo assim. Acontece mais ou menos como viver um conto de fadas ao contrário: Cria novos heróis para esquecer os vilões que, acredite, um dia foram heróis. É uma conta que não bate, mas quem disse que existe lógica em tudo?! Não quero encontrar lógica...

Sonhos x Desejos

Li algo muito intrigante que traçava uma comparação entre atos e sentimentos. Fica fácil definir o que é um e outro porque podemos avaliar cada dimensão. Então, esbarrei numa entrevista do médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Augusto Cury em que ele trata de situações mais interessantes: Sonhos versus Desejos. E afirma: "Sonhos são projetos de vida. Desejos são intenções superficiais." O mais incrível nesta observação tão óbvia é que facilmente confundimos o primeiro com o segundo, acabamos metendo os pés pelas mãos e perdendo nossos valores. Então, como separar o joio do trigo ? Mais adiante Cury dá uma dica importante: "Precisamos de muitos estímulos para termos migalhas de prazer." Procurando a acepção para Desejo, encontrei no Michaelis o conceito dentro da psicologia que diz o seguinte: " Desejo : Impulso, acompanhado da imagem da sua satisfação;  surge quando há demora na satisfação desse impulso." Algo começa a ficar ma...

O Lado Fatal

I Quando meu amado morreu, não pude acreditar: andei pelo quarto sozinha repetindo baixo: "Não acredito, não acredito." Beijei sua boca ainda morna, acarinhei seu cabelo crespo, tirei sua pesada aliança de prata com meu nome e botei no dedo. Ficou larga demais, mas mesmo assim eu uso. Muita gente veio e se foi. Olharam, me abraçaram, choraram, todos com ar de incrédula orfandade. Aquele de quem hoje falam e escrevem (ou aos poucos vão-se esquecendo) é muito menos do que este, deitado em meu coração, meu amante e meu menino ainda. II Deus (ou foi a Morte?) golpeou com sua pesada foice o coração do meu amado (não se vê a ferida, mas rasgou o meu também). Ele abriu os olhos, com ar deslumbrado, disse bem alto meu nome no quarto de hospital, e partiu. Quando se foram também os médicos e sua máquinas inúteis, ficamos sós: a Morte (ou foi Deus?) o meu amado e eu. Enterrei o rosto na curva do seu ombro como sempre fazia, disse as palavras de amor que costumávamos trocar. O silêncio ...