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Sinto falta do tempo em que a gente conhecia pessoas na rua, em festas juninas. Um primeiro olhar que se encontrava e traria uma descarga enorme de sensações. Aquela aproximação cautelosa e bem estudada e a conversa olho no olho prestando atenção nas palavras, na respiração, no movimento das mãos. A magia seguia assim até o próximo encontro que poderia durar uma eternidade de 7 dias. Nesse tempo, não dava pra consultar o Instagram, TikTok ou Facebook pra saber o que a pessoa curtia, seguia ou admirava. Era um tempo incontável até a próxima oportunidade de saber mais da pessoa. Conhecer alguém exigia presença. Não a presença digital, sujeita a likes, mas a presença física, com tudo o que isso implica: o tom de voz que hesita antes de completar uma frase, o olhar que desvia quando a resposta é ensaiada, a tensão nos ombros de quem carrega algo que não diz. A presença não permite filtros, a voz tem arquivos que as palavras não entregam. Quem aprende a observar pessoas sabe que a informaçã...

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