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O Peso do que Vai

Havia um orelhão na esquina da minha rua. Para usá-lo, eram necessárias fichas cinzas, que você comprava no bar do Seu Antônio e guardava no bolso do short. Era preciso calcular quanto tempo tinha, escolher as palavras antes de discar, porque não havia espaço para desperdício - nem de ficha, nem de emoção. Se fosse ligar para alguém que estivesse em outro orelhão, era preciso ter combinado antes ou criado uma cuidadosa rotina. Em último caso ou exceções, apelar para a boa vontade de um vizinho que, aos berros, tentava localizar a pessoa.  Recebendo ou fazendo uma ligação, você se sentia importante. Tinha aquela satisfação de ser ouvido pela pessoa do outro lado que havia reservado aquele momento para você. Eram segundos ou minutos dedicados com exclusividade. Não havia como colocar o orelhão em viva voz e correr na esteira fazendo o aeróbio do dia, conferir as últimas notícias no jornal impresso, pedir a comida japonesa pro jantar enquanto falava com o outro. A dedicação era exclus...

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